Pontos-chave
- Embora os alimentos para animais sem cereais estejam muito na moda hoje em dia, não há justificação científica para isso;
- Os cães são mais propensos a serem alérgicos a alimentos ricos em proteínas, como carne bovina, laticínios e frango, do que a grãos;
- Os cães não são carnívoros obrigatórios, o que significa que não necessitam de uma dieta exclusivamente à base de carne e toleram facilmente os hidratos de carbono;
- A FDA publicou recentemente um Alerta sobre dietas sem cereais, onde a agência associa o consumo de alimentos sem cereais ao desenvolvimento de cardiomiopatia dilatada canina (coração aumentado).
As dietas sem cereais estão a tornar-se cada vez mais populares, tanto para humanos como para cães. Isto deve-se aos inúmeros rumores sobre os malefícios dos cereais para os cães. Além disso, a tendência é reforçada por um marketing inteligente. Por exemplo, o selo “sem cereais” tornou-se um critério de qualidade, embora não haja qualquer base científica para tal. A popularidade dos alimentos para animais sem cereais deve-se, em grande parte, ao aumento do número de casos de alergias caninas, bem como ao entusiasmo em torno das dietas à base de alimentos crus para animais de estimação.
Os cereais são frequentemente associados a intolerâncias e alergias. No entanto, os cereais não são tão maus como muitas empresas de alimentos para animais de estimação querem fazer crer e não são utilizados apenas como enchimento em rações baratas. Por exemplo, o glúten de trigo, que é composto principalmente por proteínas, é 99% digerível e tem um teor de aminoácidos semelhante ao da carne. Além disso, o milho devidamente preparado é rico em carboidratos altamente digeríveis, ácidos gordos essenciais e fibras. Por isso, é amplamente utilizado em alimentos para cães com condições médicas que exigem a redução do consumo de gordura ou proteína.
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